Olá!
Meu nome é Sérgio Fernando Nardini, tenho 45 anos, signo de Leão, filho único nascido na zona rural de Amparo/SP. Sou deficiente físico por natureza e feliz por opção. Minha esposa chama-se Elisângela, é professora de matemática e especial por natureza. Nossa filha chama-se Lavínia, tem 2 anos e meio e, certamente, é a nossa maior riqueza!
Acredito que o fato de ser um pai cadeirante, com um quadro congênito de tetraplegia (devido a AME Tipo II), não classifica minha história como “especial”, mas apenas “diferente”.
Venho aqui, a pedido de minha amiga Aldrey Laufer, compartilhar com vocês a alegria de ser pai, sobretudo de ser pai da Lavínia. Registro também, um pouco de nossa reflexão, a respeito da decisão em ter ou não ter filho...
Filhos. Porque não tê-los, se a maternidade/paternidade, analisada sob a luz da natureza, é um dos atos mais nobres e importantes do ser humano? As responsabilidades e privilégios da maternidade/paternidade, se encarada com respeito, responsabilidade e seriedade, pode ser uma das experiências mais gratificantes, além de proporcionar grande crescimento psíquico e espiritual.
Filhos. Porque não tê-los, se sozinhos, corremos o risco de permitir que nosso amor se transforme em um egoísmo a dois? Tudo o que não se abre, se fecha. Não nos abrindo para receber um filho, natural ou adotivo, corremos também o risco de nos fecharmos em nossa felicidade, consequentemente, nos fechando também ao próximo, à caridade, à doação.
Filhos. Porque não tê-los, se temos estrutura material suficiente para criá-lo? Mas, o que significa estrutura? Quitar o imóvel, decorá-lo, trocar de carro, terminar a faculdade, fazer pós-graduação, nos realizarmos profissionalmente? Após conquistarmos tudo isso, nós é que não teremos mais estruturas - físicas e emocionais - para ter um filho... Esperar o que então?
Filhos. Porque não tê-los, se temos a oportunidade de deixar pessoas melhores para nosso planeta? Apenas reforçando o questionamento de Herbert Vianna, “Todos querem deixar um planeta melhor para nossos filhos. Mas, quando é que queremos deixar filhos melhores para nosso planeta?”
Filhos. Porque não tê-los, se estamos dispostos a educá-los, transmitir nossos valores e oferecer amor? Cabe a nós mostrarmos os caminhos e conseqüências. Cabe a eles fazerem as escolhas! Cada ser é único. Isso é o barato da vida!
Minha mensagem final é: curtam intensamente cada segundo da vida, junto com aqueles que vocês amam!
Feliz Dia dos Pais!
Sergio Nardini
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